domingo, 26 de abril de 2009

Auto Realização
A percepção e o poder das escolhas

Por: Débora Roberta Evangelista


Embora você sempre tenha acreditado possuir o poder de escolher as condições de sua vida, saiba que quase a maioria de suas escolhas e atitudes foram motivadas por uma série de padrões que não tiveram qualquer relação com sua individualidade.
De um momento para o outro você poderá descobrir que ainda não identificou a sua missão de vida e que tem feito muito pouco por si mesmo; mas que tem feito muito para manter os aprendizados ditados pelo pensamento coletivo.
Não há mal algum no pensamento coletivo a não ser que ele foi constituído por uma massa de pensamentos que se transformaram em comportamentos aprendidos e você poderá perceber que os assimilou como um bom aluno que aprende na cartilha, mas ainda não consegue redigir seu próprio texto.
Esse processo de massificação e domesticação, acontece com todos nós, até que um dia as nossas escolhas não fazem mais sentido, não funcionam e, se funcionam, nos causam grande angústia. Algo está errado. Algo não funciona mais. Algo foi perdido e junto dele todas as referências. Afinal, o que está acontecendo?
Esta pergunta ou sentimento de insatisfação, são um dos primeiros sintomas para uma grande mudança que tem o nome de individuação. Após uma crise pessoal, independente do número de anos vividos, a oportunidade de transformação e cura bate à sua porta. Você está pronto? Está pronto para buscar seu pensamento próprio e ousar ser você mesmo fazendo a diferença?
Nem que não sinta vontade, a vida oferece um movimento natural que, se não for reconhecido por você, começará a pressioná-lo até que suas muralhas, justificativas e resistências caiam terra abaixo e você tenha que fazer algo em relação a este cenário falido.
Estas situações permitem que você avalie seus padrões e transforme as condições de sua vida alterando a sua percepção sobre como as coisas funcionam. A mudança de percepção a partir de novas premissas irá causar uma mudança significativa em suas escolhas e em sua vida.
Esta abordagem permite um intenso trabalho sobre si mesmo, evidenciando limitações reais e aparentes e oferecendo oportunidades de transcendência e entendimento havendo um contato muito intenso com seus dons e talentos que estavam latentes aguardando o seu reconhecimento e utilização.
Os resultados são um perceptível sentimento de adequação, idéias criativas, assertividade nas escolhas, maior percepção das oportunidades, transparência nas relações afetivas e profissionais.
Entender e participar conscientemente deste processo significa comprometer-se com sua própria auto realização colaborando ao mesmo tempo de forma eficaz com a sociedade através de seu trabalho e de suas atitudes causando mudanças e colaborações profundas na evolução pessoal e coletiva.

Dica:

Vamos hoje falar sobre espelhamento na linha do tempo da vida. Pegue a sua idade hoje e divida por dois. O resultado será uma idade que é a metade do que tem hoje,certo? Lembre-se dos acontecimentos naquela idade, dos problemas, das crises, das soluções e perceba se hoje você está passando por algo essencialmente semelhante. Avalie a sua performance naquela época, que soluções encontrou, que escolhas fez e o que isso causou na sua vida até a presente data. Agora, perceba se de alguma forma esta fase não está retornando para uma reavaliação consciente de posturas e percepções. Eu espero que você, assim como eu, surpreenda-se com este exercício. Em caso de dúvidas ou comentários, terei o maior prazer em responder. Caso se interesse em aprofundar o trabalho sobre si mesmo agende uma entrevista inicial para o Life Coach. Boa semana e boas reflexões!

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Emoção

A ponte entre os pensamentos e a ação

Por Débora Roberta Evangelista

A emoção é como uma ponte entre os pensamentos a as ações. A emoção é justamente a liga, o material que traz a adesão entre a matriz mental e a ação dirigida. Sem ela, as nossas preferências, desejos, talentos, necessidades e humanidade não poderiam ser expressos de maneira adequada.
Desde a infância a maioria de nós aprendeu que demonstrar emoções como raiva, tristeza, nojo, aversão e outras reações brutas como algo reprovável. Aprendemos a expressar somente as emoções consideradas harmonizadoras. Fomos educados para agradar e com isso receber aceitação. As crianças “sem educação” eram marginalizadas e fazíamos de tudo para não ser comparadas a elas.
Criou-se em nossa cultura uma necessidade de camuflar as emoções, já que temos menor controle sobre elas. As emoções nos torna reativos, desencadeia processos fisiológicos nem sempre controláveis. Concluímos erroneamente que as emoções nos tornam vulneráveis, passíveis de julgamentos e isso é um sério engano. Na verdade, a emoção é uma energia que coloca em atividade nossas brilhantes idéias e que possibilita a expressão do mundo interno para o externo. Além disso, a emoção coloca em atividade aqueles aspectos nossos que reprimimos ou que mesmo desconhecemos. Elas brotam inesperadamente através das inúmeras experiências que vivemos e trazem à tona conteúdos inconscientes que nem sempre são agradáveis.

No Life Coach, trabalhamos o processo autobiográfico, traçando uma linha do tempo pessoal. Neste processo, todos os acontecimentos importantes nos diversos ciclos da vida são revistos sob uma nova tônica, ancorada na maturidade e no momento presente, oferecendo novos significados e liberação de diversos traumas passados que deram origem a crenças, a paradigmas pessoais equivocados. O processo auxilia também a você assumir o controle de sua individualidade, tornando-se live e responsável pelos seus pensamentos, emoções e ações.

Dica

Faça uma reflexão durante a próxima semana sobre algumas emoções vividas e que foram reprimidas devido a alguma crença forte sobre como as coisas deveriam funcionar. Remeta-se àquela época e procure sentir o que aconteceu. Visualize a cena e entre em contato com seus sentimentos. Você pode pensar, escrever ou desenhar algo sobre esta situação. Também pode rir, chorar, gritar, sentir-se culpado ou culpar alguém pelo que aconteceu. O importante é que entre em contato com o ocorrido. Agora, perceba que o acontecido foi uma experiência ocorrida há tempos atrás e que naquela época você precisava daquele aprendizado. Observe atentamente quem você é agora. Você mudou muito, a sua capacidade de enfrentar a mesma situação hoje é totalmente diferente. E aquela situação só existe na sua memória. Sua percepção está maculada por uma emoção mal resolvida do passado.

Então, de posse desta visão, decida atualizar esta emoção. Como atualizar? Fazendo algo a respeito. Se existe alguém que você precisa reatar, ligar ou pedir desculpas: faça sem rodeios. Se esta pessoa não está mais presente, escreva uma carta falando de seus sentimentos e depois destrua esta carta. O importante é você entender que o seu momento é precioso e que você está disposto a abdicar daquilo que ainda lhe causa sofrimentos emocionais. O bom uso da memória lhe oferece a dádiva se mostrar que você está aqui e que aquela emoção passou. O mal uso da memória serve para rever cenas, sentir-se humilhado, culpado, pequeno, empacado. Lembre-se de que hoje é fácil andar, mas um dia você caiu ao dar os primeiros passos e sofreu por isso. Tudo é uma questão de tempo e percepção.

Se você quiser fazer algum comentário, terei muito prazer em responder. Empenhe-se em ser feliz!!! Viva plenamente as suas emoções e aceite as oscilações inerentes à sua existência.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Crenças adquiridas, projetadas e auto impostas

por: Débora Roberta Evangelista

O primeiro passo para o conhecimento de si mesmo é observar os modelos mentais adotados ao longo de sua existência.
Modelos mentais são os padrões, os conceitos, as crenças que você tem sobre como as coisas funcionam. Esses modelos servem de filtro e referência nos momentos em que você deve expressar suas idéias e se relacionar consigo mesmo e com as pessoas de seu grupo de convivência.
Diante de uma nova situação, cada um de nós tem a tendência de responder a tal estímulo de acordo com os próprios pressupostos e crenças, dando uma interpretação para este acontecimento fidelizada ao repertório pessoal.
Esse repertório é composto das percepções assimiladas durante toda a vida. Podemos classificar estas crenças em herdadas ( são aquelas que você recebeu dos pais ou da coletividade), projetadas ( aquelas crenças que as pessoas de sua convivência projetaram sobre você – amigos, educadores, parceiros) e as auto impostas ( a partir da sua percepção e julgamento sobre si mesmo).
As crenças são necessárias para você construir a percepção sobre si mesmo, sobre o funcionamento das coisas, sobre o mundo. Estes modelos facilitam o processo de aprendizagem que acontece através das trocas e interações.
Porém, depois de algum tempo, alguns padrões que você considera como ideais não funcionam dentro de novos contextos. Isso sinaliza o momento de transformar, de mudar a forma como você observa e reage a determinados acontecimentos.
Sem esse entendimento e mudança, você poderá sentir-se estagnado ou sem motivação entrando em um processo de conflito interno. A princípio você poderá culpar os agentes estressores comuns. Mas esta crise pessoal apenas sinaliza que uma mudança criativa precisa ser realizada e ela começa através de uma reavaliação das crenças e modelos mentais que poderão ser descartados ou transformados e reintegrados aos hábitos de vida diária.
A vida é um processo criativo e você deve buscar fluir e aprender através dos inúmeros processos que ela oferece. Entender o movimento dinâmico dos ciclos de vida – morte e renascimento a que você e todos nós estamos expostos, trará consciência, serenidade e flexibilidade para elevar-se acima das aparências e perceber as inúmeras possibilidades que estas lições e aprendizados proporcionam ao seu crescimento.

Dica:

Enumere as situações que você gostaria de transformar em sua vida. Depois desta lista pronta, faça uma análise sobre os padrões repetitivos que impedem você de mudar.Perceba de onde provêm essas idéias que você tem sobre si mesmo e sobre como a vida funciona. Pode ser que você sempre mude de trabalho e essa instabilidade o incomode muito. Pode ser que não consiga relacionar-se bem com alguém da família, ou seja sempre abandonado pelo parceiro. Observe se em alguma fase de sua vida, você foi considerado instável, ou rotulado como uma pessoa que não deu certo. Toda situação que você repete muito - seja ela positiva ou não - passa a ser um padrão. E se este padrão não funcionou ele precisa ser transformado. Isso acontece a partir de uma mudança nos mdelos mentais, seguido de uma mudança nas atitudes. Faça este exercício e reflita sobre seus movimentos e crenças e, caso tenha dúvidas ou quiser contar seu caso, escreva para o e-mail ou deixe um comentário. Terei muito prazer em responder.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Pensamento – o significado das coisas
Débora Roberta Evangelista


O desenvolvimento pessoal é um processo natural e dinâmico que acontece durante nossas vidas. Como seres humanos, ganhamos um presente do Criador que é a capacidade de pensar. O pensamento é a capacidade que temos de criar, julgar, selecionar e ter idéias sobre algo - seja uma pessoa, uma experiência ou sobre nós mesmos - através da observação, interação e aprendizagem.
Existe um pensamento coletivo sobre como as coisas funcionam, este pensamento é o resultado de todas as crenças que o homem vivenciou até hoje e que oferece um ordenamento à sociedade regularizado pelas leis que regem cada grupo.
Durante sua evolução, a humanidade criou formas e estilos de vida, realizou descobertas, descartou antigos dogmas, adotou novos, desenvolveu-se tecnologicamente buscando constantemente soluções para viver bem. Sabemos que o conceito de viver bem e com qualidade de vida difere de grupo para grupo e de pessoa para pessoa. Podemos então afirmar que cada indivíduo traz dentro de si uma sabedoria inata que o guia em sua evolução para a conquista de uma vida bela, boa e ajustada.

Estamos constantemente envolvidos em um intenso processo de aprendizagem pessoal e coletiva e buscamos transformar as condições de nossas vidas através de trocas de idéias e experiências nos relacionamentos que acontecem em nossa primeira família, na escola, no trabalho e nos grupos os quais optamos por participar ao longo de nossas vidas.
Diante desta miríade de energias, crenças e influências que recebemos do pensamento coletivo e das crenças que nos auto impomos, nossos comportamentos são pautados naquilo que consideramos como adequado.
Esse comportamento aprendido - embora ofereça uma segurança de que tudo se desenvolve dentro de uma ordem e de que seremos aceitos se assim prosseguirmos - nos torna muitas vezes autômatos. Neste processo, não sabemos optar por novas oportunidades no sentido de ousar se auto conhecer, ousar criar e participar de experiências necessárias à nossa evolução. Optamos por repetir padrões perpetuando ciclos, estagnando o processo de tranformação pessoal.
Despidos de nossa naturalidade e perdendo o contato com o que nos é essencial, somos presa de agente estressores e adoecemos, perdendo o propósito de vida e a alegria de viver.
Retomar o pensamento próprio, reavaliar as crenças, trabalhar a si mesmo no sentido de auto conhecer-se e integrar-se ao contexto a partir de escolhas, significa tornar a encontrar o propósito de vida e consequentemente a saúde integral.

Assim, a cura da percepção é realizada e o estado de harmonia, equilíbrio e bem estar passa a estar nas nossas mãos e não nas situações externas.
As escolhas e os ciclos de vida são vivenciados de maneira consciente e dinâmica criando novas possibilidades de crescimento e interação.
O trabalho sobre a matriz mental, sobre as crenças cristalizadas, propõe o encontro de novos e verdadeiros significados, através da transformação pessoal e auto realização.

A partir da verdade interior - que se revela diante da aceitação de novos desafios e do conhecimento de si mesmo - um novo caminho é evidenciado e grande alegria despertada.

Life Coach Therapy

Em breve artigos e textos sobre este processo de desenvolvimento pessoal.
Sejam bem vindos!